sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Qual é o seu problema???!!!



Fico me perguntando qual é o problema de certas pessoas... Será que é burrice...? Falta de maturidade...? Os dois...?

Nunca vou a determinado lugar... Exatamente porque as pessoas ali não me fazem bem... Daí chego certo dia na igreja, faço meu pedido de oração e tchum! Aparecem tais pessoas e se sentam justamente do meu lado... Será que foi proposital...?

É aquele tipo de pessoa que quer a todo custo fazer a sua boa ação do dia, da semana, do mês... Pra falar pra todo mundo: “Irmãos, eu estava orando por fulana... Para que o Espírito Santo tocasse o coraçãozinho dela... E hoje ela está aqui e optou pelo batismo...”

Se você chega perto de uma pessoa, tenta falar com ela e toda hora ela se afasta, o que você conclui...? Que ela te quer perto de você...?!!! Se uma pessoa faz isso... Repetidamente... Respeite!! Porque insistir em ficar perto, ser amigo de uma pessoa que demonstra que não o quer, é burrice!!! Falta de maturidade!!! É principalmente falta de respeito!!!

Grandes tragédias acontecem assim!!! Fulana mata fulano e a plateia através da telinha jorrando sangue pergunta tolamente: “Matou por quê???!!! Por que matou???!!!” Oras bolas!!! A moça não queria nada com o rapaz!!! O tempo todo gritava, gritava, que não queria nada... Se escondia, sumia!!! Por que o dito cujo continuou insistindo???

Certas pessoas não têm consciência de quem realmente são... Você precisa colocar um espelho mágico na frente da pessoa pra ela se enxergar por dentro e por fora!!! Principalmente por dentro!!! Porque tem gente que não se enxerga!!! Não enxerga que ao invés de atrair, repele... Que ao invés de agradar, incomoda... E que o tal fulano ou fulana que tá sumido, tá sumido porque não tá a fim de ser seu amigo, Jesus, Maria, José!!!

Às vezes as mesmas pessoas que fazem seus pedidos no culto de oração, são justamente aqueles que são as pedras de tropeço na vida do outro...  Especialmente dos jovens!!! Sabem aquelas velhinhas...?: “Irmãos, minha filha não quer saber de vir prá igreja... Eu estou orando há anos... Meus joelhos já estão calejados de tanto orar...”  E às vezes a filhinha não tá mais indo à igreja justamente por causa dela!!! Ou dele!!! Ou deles!!! ACORDA!!!

E aquelas pessoas que parece que tão competindo a todo minuto? Geralmente homens... Você tá conversando e diz: “Comecei a fazer esteira... Pra desestressar...”. O cara: “Qual a velocidade???!!!”, “Mas quantos minutos???!!!”, “Rápido quanto???!!!” CARA!!! PELO AMOR DE DEUS!!! VAI SER INSEGURO ASSIM LONGE!!! Porque pra mim isso é insegurança!!! 

Olha... Eu acho que mais humildade, bons livros de auto-ajuda e uma boa terapia seriam muito eficientes nesses casos...

K



Rosely T. Sales






terça-feira, 22 de julho de 2014

"Doutores da Lei"




Acho que vivemos numa época em que homens de verdade são artigos raros... Eu diria raríssimos! Recentemente mencionei algo como:


“Sinceramente, às vezes não suporto certos “doutores da lei”, prefiro os “gentios”... Não foi à toa que Jesus pediu água à uma samaritana...”


Existem maneiras e maneiras de se mostrar genuinamente interessado na vida de uma pessoa (isso quando existe interesse mesmo...), especificamente uma mulher...

Imagine um “doutor da lei” proferindo a seguinte frase: “Parabéns, aqui vocês são muito organizados...”, e aproveitando que quase todos saíram do recinto, indaga: “Como é seu nome...?” Uma coisa é um bom velhinho, dizê-lo, sorridente, com a ternura e a simpatia estampados no rosto... Outra coisa é um mau velhinho, deixando escapar o tom falso e canalha, proferindo a mesma frase. Depois começa a disparar perguntas pessoais à outra funcionária que chega, a qual obviamente é obrigada a ser seca! (Pois é, né...? As mulheres hoje em dia estão grossas, não?)

Qual será sua patente? Funcionário do FBI? Da CIA? Nem Jesus perguntou à mulher adúltera: “Com quantos homens você já transou?!!! Hein, sua vagabunda?!!! Vamos, me responda!!! Eu estou aqui para te redimir e enfiar a minha verdade nessa sua cabeça de vento!!! Olhe nos meus olhos quando falo com você!!! Você sabe quem eu sou?!!!” Ele era o Alfa e o Ômega... o Rei do Universo...

Vi esse “doutor da lei” contando uma historinha certa vez... Leu, segundo ele, em algum livro, a história de uma mocinha dos tempos do coliseu romano... Alguém ali ofereceu um namoradinho de outra religião pra ela, mas ela preferiu ser comida pelos leões... E logo em seguida, estranhamente, ele começa a chorar... Será que é porque era uma história de pescador? Porque pelo que eu saiba as “mocinhas” naquele tempo nem namoravam... Elas eram dadas em casamento...

Noutra ocasião cruzo com um desses “doutores da lei” no meio da rua, estressadíssima após o trabalho e o mesmo me lança um olhar do tipo que prefiro nem comentar... Ah... Eu vou comentar, vai! Tipo: “Eu sou lindão! O último refrigerante do deserto! (e nem era, coitado...) E tô pouco ligando de ser o seu pastor... Nesse momento eu te quero!” Não foi só uma vez... Ele era casado! Mas demonstrava não entender o porquê de ter ficado com a mão estendida ao tentar me cumprimentar tão “amavelmente”... Não entendia o meu desejo sincero de lhe dar umas pauladas... Isso porque já havia vendido livros de porta em porta e segundo ele, havia desenvolvido uma capacidade muito grande de conhecer as pessoas... Seu olhar na porta da igreja me dizia insistentemente que é claro que eu o queria... Gentemm! Eu não o queria...! Seu nome de batismo deveria ser Jesus Cristo...

Pastores que abrem um sorriso “paternal” quando uma “Maria Madalena arrependida” comparece à frente juntamente com os outros leprosos, mas que não “admitem” que uma mulher demonstre nem um pinguinho de segurança e acredite na graça de Jesus...

Num certo culto, numa certa igreja, um certo “ ´auxiliar’ de doutores da lei ” falou 1 hora inteira coisas que nada tinham a ver com a programação... Olhei em volta e me surpreendi como ninguém, nenhuma alma, se levantou e foi embora... Uma criança chorou e ele com a cara do diabo a pegou no colo e a “corrigiu”... No meio da música alguém levantou e andou. Ele deu um quase grito e expressou sua gigante inconformidade por seus esforços pelo culto ao silêncio se desfazerem tragicamente naquele dia... Depois, no final do culto, me estende aquela mão, como se fosse uma maria mole, e diz: “Você não vai ficar pro almoço...?” Eu devia ter vomitado meus pensamentos: “Não. Prefiro passar o sábado em jejum. Eu sozinha. Eu e Deus.” Me convidaram pra voltar naquela igreja... Não voltei.

E fiquei me perguntando, por que, se havia pelo menos dois pastores naquela igreja, nenhum teve a atitude de fazer este “santo” se colocar em seu lugar. Cheguei à conclusão de que deve ser porque eles são iguais... irmãos da mesma placenta...

São coisas e coisas e mais coisas... e o que me admira é que muitos não entendem o porquê de algumas mulheres serem fãs de Jael...


Rosely T. Sales

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O uso da calça comprida



Em primeiro lugar quero comentar uma frase de sua carta onde afirmou o seguinte: “nós devemos aceitar pela fé o não uso da mesma [calça comprida]”.
Com amor cristão quero lhe dizer que essa é uma posição perigosa, e que coloca a fé humana acima da Revelação Escrita. A nossa fé é baseada em evidências e, por isso, não é cega (veja-se 1Pe 3:15, 16). Se nas Escrituras não encontramos a proibição para a mulher usar calça comprida, não podemos exercer uma fé ilusória, sendo que tal conceito não faz parte da Revelação.
Quando a Bíblia foi escrita não existiam calças compridas. Por isso, usar versículos como Deuteronômio 22:5 para justificar o não uso da calça pelas mulheres é um desrespeito para com o texto bíblico. Precisamos deixar que o verso fale por si, ao invés de colocarmos nele ideias que não faziam parte da mente do autor original.
Percebe-se com isso que o uso de calça na igreja é uma questão cultural, não um princípio de ordem moral. O princípio moral é a purezamodéstia e decência e isso vale para todas as épocas e lugares. Portanto, é eterno. Já a forma como o princípio é aplicado (seja usando-se uma saia ou uma calça decente) varia de acordo com a cultura e época.
O que destaco no programa é que o princípio bíblico de pureza encontrado em 1Tm 2:9, 10 e 1Pe 3:3, 4 ensina-nos que as roupas femininas e masculinas precisam ser modestas, puras e decentes.Essa é a preocupação da Bíblia. E nada mais.
Seguindo esses princípios, vemos que a mulher cristã pode usar uma saia pura e modesta ou uma calça pura e modesta. O problema não está na calça em si, mas no tipo de calça usada frequentemente pelo mundo, bem como no tipo de saia que o mundo também usa. Há saias e calças imorais. Em contrapartida, há saias e calças decentes, que se enquadram dentro dos princípios de pureza e modéstia cristã que encontramos na Palavra de Deus.
Se compreendermos que o problema não é um tipo de roupa em si, mas, que o princípio bíblico de decência e pureza é que precisam nortear a vestimenta cristã, deixaremos de perder nosso tempo em questões de menos importância.
Na Argentina, onde fiz meu Mestrado em Teologia, vi irmãs irem à igreja com calças muito mais modestas (e elegantes) que diversos vestidos longos e saias usadas no Brasil. Perceba irmão que o problema maior é o coração (ver Mt 15:18-20) e não simplesmente uma peça de roupa (se ela não for imoral, é claro). Se o coração for puro, a roupa usada refletirá as condições do coração, seja essa vestimenta uma saia, um vestido, uma calça, um moletom, uma bermuda, etc.
É claro que em nossa adoração a Deus devemos vestir o nosso melhor (algo subjetivo, pois, o que é melhor pra mim, não o é pra você). Se num tribunal não podemos entrar com qualquer tipo de roupa em respeito às autoridades, imagine na casa de Deus.
Enquanto como Igreja não nos determos naquilo que o texto realmente ensina, e não nos preocuparmos com o mais importante que são os princípios de pureza e modéstia, estaremos “coando o mosquito e engolindo o camelo” (Mt 23:24). Por isso, convido o irmão a refletir nisso com carinho. Afinal, o Senhor conta conosco no cumprimento da missão, e espera que cheguemos juntos ao Reino eterno, conduzindo muitas pessoas à verdade.
Blog NA MIRA DA VERDADE