quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

VÃO SE OLHAR NO ESPELHO!!!




Não tem coisa pior do que você ir à igreja (Diga-se de passagem, se encontrar com Deus, porque com as pessoas tá cada vez mais desagradável...), sentar no banco, e algum idiota horroroso que se acha a sétima maravilha do mundo, aparecer do seu lado... Eu fico me perguntando o que é mais necessário acontecer pra esses idiotas se enxergarem... Porque na hora de dizer que o homem é o cabeça e que mulher tem que obedecer, aparece um monte!!!! (Sempre os mais horrorosos possíveis!!!). Mas na hora de ter maturidade à altura, NUNCA, NENHUM TEM!!!! Se uma mulher não dá sinal de que te quer, o que te faz pensar que muitas investidas vão conseguir?!

Um tem nariz de porco, que parece uma tomada... Parece um anão! Anão na inteligência, anão na experiência, anão na maturidade e um micróbio na beleza!!! “Ah, mas já peguei um monte de mulher linda, gostosa, MA-RA-VI-LHO-SA!!!” Continue pegando! E bem longe de mim! Quero ser a bruxa da Branca de Neve dos seus sonhos e a ogra das suas fantasias!!! Pegue um avião, vá para a Sibéria, se enfie num buraco e MORRA congelado!!!!!!!!!

O outro é a coisa mais ridícula do mundo... Pé chato, perna torta, peitinho de mulher e cara de Frankstein... Ou seria o Corcunda de Notre-Dame...?! Não!!! O Homem Elefante!!!!! Melhor!!!: A pintura mais distorcida de Picasso!!!

Acham que só eles enxergam as coisas... A gente não enxerga nada... “Surdas, cegas e mudas!!!”

Será que são os “grandes” líderes da igreja que tão mandando esses idiotas atrás “da gente” pra calar a boca do remanescente da sinceridade...? O que será que esses anjos, (Nossa é tanta competência que têm até o dom de profecia: Conhecem todas as minhas lutas, dramas e dores mais profundas... Já até calçaram as minhas sandálias...) O que será que eles têm em mente...? Será que já foram Mulher, Adventista, Divorciada e Artista na outra encarnação e reencarnaram em outro corpinho pra me ajudarem a evoluir...?


VÃO SE OLHAR NO ESPELHO!!! UM ESPELHO MÁGICO!!! PRA SE ENXERGAREM POR DENTRO E POR FORA!!!



Rosely T. Sales

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Plural de mau-caráter



plural de mau-caráter é maus-caracteres
Aquele homem é um mau-caráter.
Aqueles homens são uns maus-caracteres.
Exemplos:
  • Estes indivíduos são maus-caracteres!
  • Como vocês foram capazes de fazer isso, seus maus-caracteres?!
  • Há funcionários maus-caracteres lá no trabalho, é preciso ter muito cuidado com eles.
Na língua portuguesa existem dois números gramaticais: o singular e o plural. O singular se refere a só um ser e o plural se refere a dois ou mais seres.
A principal regra de formação do plural é acrescentar s à palavra no singular, ou seja: menina/meninas, casaco/casacos, mãe/mães,…Esta regra diz respeito, principalmente, aos substantivos simples terminados em vogal.
Relativamente aos substantivos compostos, que são formados por mais do que um radical, existem várias regras para a formação do plural. Pode ser feito pela flexão dos dois elementos que formam a palavra, apenas pela flexão do primeiro elemento que forma a palavra, apenas pela flexão do segundo elemento que forma a palavra ou pela não flexão dos elementos, se mantendo invariável.
Mau-caráter é uma palavra formada através de composição por justaposição, ou seja, ocorre a formação de uma nova palavra partindo da junção de duas ou mais palavras: mau + caráter. Mau é um adjetivo e caráter é um substantivo, ambos pertencentes à classe das palavras variáveis e flexionáveis. Uma das regras de formação do plural dos substantivos compostos afirma que os substantivos compostos formados por palavras variáveis (adjetivos, substantivos, pronomes, numerais) fazem seu plural pela flexão de todas as palavras.
Exemplos: maus-caracteres, ares-condicionados, matérias-primas, quintas-feiras, couves-flores, guardas-noturnos, primeiras-damas,...
O plural da palavra caráter, sendo um substantivo terminado em -r, é feito acrescentando –es à palavra no singular. Apresenta, contudo, duas particularidades: retoma o c antes do t como a sua palavra de origem em latim (character) e muda a sílaba tônica da palavra, deixando esta de ser a sílaba rá, passando a ser a sílaba te. 
Exemplos:
  • caráter – caracteres
  • mau-caráter – maus-caracteres



sábado, 17 de outubro de 2015

Intrigas no ambiente de trabalho



Elas estão por toda parte. As intrigas. Pra todo gosto. Às vezes explícitas, outras vezes às escondidas, habitando o ambiente corporativo. É “cobra engolindo cobra”. Nas Instituições públicas ou iniciativa privada, solta pelos corredores, salas, banheiros... Em geral dissimuladas, o que torna perigosíssimo, porque ocorre uma reunião por afinidades e dedicam-se a destilar veneno, rancor, frustração, mágoa e ressentimentos contra quem é considerado “certinho”.


A pessoa que inventa fatos, que cria versões acerca de um acontecimento, distorcendo-o ou mal interpretando, provoca conflitos gerando intrigas. O perigo é quando esta pessoa vive adulando os superiores e sempre visita o Chefe no final do expediente para fazer os “comentários gerais”. O invejoso é malicioso, inseguro, medroso, covarde, com baixa auto-estima, em geral bajulador e puxa-saco. Aí o perigo é grande e é preciso cuidado. A inveja gera a fofoca e esta a intriga. A fofoca decorrente da inveja já abalou mercados, derrubou Chefes, arruinou casamentos, destruiu famílias. O fofoqueiro adora uma panelinha. “Os que se parecem se juntam”, dizem os franceses.


Por conta da intriga, promoções justas deixam de ocorrer, boas idéias são rejeitadas, trabalhos inovadores são desmerecidos, profissionais competentes são despedidos ou ficam esquecidos, só sendo lembrados quando “a coisa aperta” e os medíocres, flagrados em suas mediocridades, não têm mais a quem recorrer. Mentira é a arma dos incompetentes e é muito usada, gerando muitas dificuldades. Falsidade e mentira juntos então, é um mal irreversível: uma doença crônica e degenerativa.


Não só no trabalho, como em todas as relações sociais e pessoais humanas a falsidade é presente. Inveja, ódio e medo de perder posição ou ser superado fazem o ambiente de trabalho ter tanta falsidade e muita gente confunde profissionalismo com falsidade.


O invejado não consegue, às vezes, colocar o seu talento a serviço da organização em razão dos maus fluidos do espaço profissional, incomodado com a influência negativa, não consegue produzir em paz, não se sente bem no trabalho e, conseqüentemente, não produz o que pode com os conhecimentos e capacidades que possui.


O fofoqueiro só fala pelas costas, gera intrigas. É um covarde. Não tem coragem de olhar no olho de quem ofende com suas perversidades. Vive fazendo fofocas, criando embaraços, injuriando e difamando os companheiros de trabalho, quando não inventando mentiras, com o objetivo de aniquilar o “certinho” a qualquer preço, seja por possuir a inteligência que gera idéias brilhantes ou por ser um trabalhador ferrenho, que tira leite de pedra e é gente que faz.


A fofoca causa prejuízos altíssimos às empresas e repartições públicas. Segundo a BBC, em matéria jornalística de 22 de maio de 2007, cerca de 13% dos 28,9 milhões de trabalhadores britânicos admitiu gastar pelo menos duas horas semanais fofocando com os colegas, o que indica que gastam 7,4 milhões de horas semanais “fuxicando”. Como o salário médio na Grã-Bretanha é de 11,71 libras por hora, o estudo concluiu que as empresas perdem mais de 86 milhões de libras por ano (cerca de R$ 345 milhões) só com a fofoca.


Em tempo: a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) deu ganho de causa a um ex-empregado do BankBoston Banco Múltiplo S.A., que foi vítima de fofocas e intrigas causadas no ambiente da empresa, tendo sido condenados o invejoso e a empresa que não tomou providências contra o intrigante. Tenham cuidado com o precedente...fofocas, vaidades, panelinhas, pessoas que só freqüentam locais para falar dos outros e fofocar...


O que leva a falsidade no trabalho é apenas uma simples questão de convivência, escondendo um clima ruim que existe no relacionamento entre pessoas, e que ajude a obter vantagem sobre a outra. Quem nunca viu àquela cena: "fulano, que pena que deu errado. Foi uma fatalidade" e, assim que este vira as costas: "ele tinha que se ferrar mesmo. É muito chato e muito besta. Espero que seja demitido"? Todos já viram isso. O que essas pessoas não sabem é que não precisa disso. Dá muito bem para trabalhar com pessoas que não gostam declaradamente uma das outras. E se acha que a outra não sabe que você não gosta dela, engana-se: só está gastando sua energia à toa para fingir.


Pessoas de bom senso, capazes, não precisam usar deste expediente para se dar bem na vida profissional. A falsidade no ambiente do trabalho é a pura demonstração de incapacidade, querendo compensar para alcançar resultados na carreira. Ela é maligna em qualquer lugar, em qualquer momento ou circunstância, pois conviver com gente assim não existe coisa pior no mundo.


Se tiver que dizer alguma coisa de um amigo ou de algum colega de trabalho, chame a pessoa e fale aquilo que deva falar, da mesma forma que critique algo de errado de forma quer a pessoa possa parar para refletir e consertar o erro ou possa elogiar as coisas bem feitas de um amigo ou colega de trabalho, mas tudo de forma que a pessoa não se sinta prejudicada por você, ou seja, que não esteja sendo falso com essa pessoa. Dessa forma a gente pode solucionar uma série de problemas e de desentendimentos que existem no nosso meio e para isso é necessário que se tenha um caráter verdadeiro, sincero e acima de tudo, que seja construtivo para todos.


Não existe nada mais sórdido e eloqüente do que a falsidade. Em nome dela os seres humanos se corrompem e ludibriam seus semelhantes e são capazes de cometer até atrocidades. A falsidade é um dos piores lados do ser humano. Aquela pessoa que se chega com carinha de anjo, mas por trás se esconde um verdadeiro monstro, fingindo ser aquilo que nunca foi.


A falsidade e a mentira são as armas dos covardes, dos fracos de personalidade, daqueles que acham que mentindo e inventando, podem galgar algum lugar ou obter algum sucesso. Pobres mortais. Esquecem que a falsidade é facilmente percebida. Muitos a acusam em seu olhar, no sorriso e até ao nos cumprimentar...


A mentira é uma história criada, que pode ser premeditada, ou instantaneamente inventada e que por assim ser, quando reindagada, pode ser modificada. Para cobrir uma mentira, sempre, outras e novas, vão sendo criadas. Já a verdade é única. É o fato real, que visto, vivido, sabido ou sentido, na memória ficou gravado, podendo ser por muitas vezes repetido, que não altera o seu final. A falsidade em sua concepção traz á pessoa certos proveitos. Omitir sua condição ou se mostrar de maneira diferente para levar vantagens, obter lucros, ascensão social, desmoralizar outras pessoas entre outros.


Essa parece ser a ética do mundo.


A lição que fica é de que, a falsidade tem a perna curta. A verdade sempre triunfará. É claro que, para isso, todos têm que ter um alto conceito sobre profissionalismo. Assim, mesmo não se agüentando, fariam de tudo apenas para que o serviço prosseguisse em seu fluxo normal. O duro é que muita gente não sabe separar o pessoal do profissional (embora neguem), e necessitam utilizar deste artifício para que saia "mais ou menos", porque sempre uma vai dar toques sutis para tentar ferrar a outra.

"Eu prefiro que não gostem de mim pela honestidade do que gostar pela falsidade".


Aurélio José Alves Ribeiro

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Abuso espiritual: Quando o perigo está no púlpito da igreja



Por Fabiana Tostes

Se o mundo jaz no maligno, a Igreja do Senhor Jesus na terra deveria ser uma porta de esperança para os aflitos. Um hospital para os doentes da alma. Uma fonte de amor para os rejeitados e sofridos. Deveria ser a expressão da vontade de Deus neste mundo. Deveria, mas nem sempre é.
Infelizmente, há casos – e não poucos – em que muitas congregações se perdem no propósito de servir a Deus. Carregadas por líderes tiranos, manipuladores e dominadores, elas se tornam terrenos férteis para todo tipo de abuso espiritual – um termo ainda pouco debatido na teologia, mas muito conhecido e doloroso para quem dele se torna vítima.
Especialistas definem o abuso espiritual como o uso da posição de liderança ou de poder para seduzir, influenciar e manipular as pessoas a fim de alcançar interesses próprios. Quem pratica é muito hábil para passar a impressão de que aquilo que querem é do interesse de Deus e de Sua obra, quando, na realidade, é para satisfazer o ego. Já quem é vítima desse sistema pode demorar anos para se libertar e carregar por um bom tempo as marcas de dor, tristeza e revolta por ter sido abusado. Há quem forme grupo de autoajuda na internet, outros procuram psicólogos, terapeutas e psicanalistas, há quem se afaste da igreja e de Deus, e há casos extremos em que muitos fiéis entram em depressão, desenvolvem doenças graves e chegam até a cometer suicídio.
Sábado de manhã... Estou sentada na igreja, calada, no meu canto... De repente chega uma pessoa, que por sinal é ancião e me pergunta, meio tremendo diante de mim (eu tentando entender o motivo, mas lá prá frente você vai entender...) e me pergunta por que é que eu não falo, não participo, bla bla bla... Não lembro o que respondi... Não devo ter respondido nada... Certas perguntas não merecem resposta...

Então certo culto resolvo participar, como o próprio “homem de Deus” sugeriu... Vou lá tocar o meu instrumento... MAS PÁÁÁRA TUDO!!!! PÁÁÁRA!!!! Antes de ir prá frente da igreja participar, quem é que surge do nada???!!! Não!!! Não foi o Chapolin!!! Antes fosse!!! Talvez este tivesse me ajudado!!! Foi o próprio ancião, “simpático e amável”... Um instrumento de Deus, ali, personificado... Que “para o meu próprio bem” começou a induzir de maneira bem irônica e "simpática" que eu estava ali para me exibir!!! Tente imaginá-lo ridicularizando jocosamente a minha singela participação...!! Sim!!! Isso mesmo!!! Ele mesmo convida e ele mesmo acusa, detona e faz o papel do demo!!! O que você faria??? Eu só lembro que meus olhos saíram um pouco de órbita e viraram duas metralhadoras... Ele, se sentindo metralhado, resolve chamar um tal doutor, presente no recinto, que dá umas risadas abafadas meio pra dentro de si... (qualquer um riria...) e aceita o convite desesperado pra fazer a oração...

Vou lá eu tocar o meu instrumento... MAS PÁÁÁRA!!!!! PÁÁÁRA TUDO!!!!! Antes disso, além do pianista furar comigo e eu ser privilegiada pela oportunidade de tocar sozinha e sem acompanhamento, O MICROFONE COMEÇA A DAR CHÓQUES!!!! ISSO MESMO!!!! CHÓQUES!!!! PRÁ COISA FICAR MAIS VIVA, MAIS DINÂMICA E MAIS EMOCIONANTE, NÃO??!!!

Pronto toquei... Foi até lindo ouvir o pessoal cantando junto... Isso até que fez valer à pena... MAS PÁÁÁÁÁRRRAA!!!! PÁÁÁÁRA TUDO!!!! NÃO ACABOOOU!!!! A HISTÓRIA É LINDA, DÁ UM SERMÃO!!!! Volto prá minha cadeira e quem está agora sentado ali do meu lado???!!!  (sim,  AGORA, porque antes não estava... só pra você ter a certeza de que não foi por acaso...) O doutorzinho "simpático" (simpático é codinome de canalha). Todo meio impaciente, virando o pescocinho invasivamente pro meu lado, procurando os meus olhos, com seus próprios olhos merecedores do apelido, tentando me intimidar de alguma forma... E eu pergunto: QUAL O MOTIVO??!!!! QUAL O MOTIVO??!!!! ME RESPONDAM!!! QUAL O MOTIVO??!!!! SE FOI O “HOMEM DE DEUS”, UM DOS LÍDERES ECLESIÁSTICOS QUE ME CONVIDOU “SIMPATICÍSSIMAMENTE” PARA PARTICIPAR???!!!! AGORA EU ESTOU SENDO SACANEADA E PERSEGUIDA POR UM COLEGA SEU DE PROFISSÃO (não de medicina, nem de direito, mas aquela que faz jus ao condinome)...!!!

Gente, que lindo!!!! Lindo demais!!! Porque esse mesmo doutorzinho, muito "simpaticamente", recentemente, veio justamente na minha direção (nossa, será que tá apaixonado...???!!!) no meio de um sermão, me apontando o dedo, de uma maneira muito "simpática" na frente de todos: “VOCÊ!!!! QUE USA O SEU INSTRUMENTO PRA TOCAR MÚSICA QUE NÃO É DE DEUS!!!”... E todos devem ter achado lindo o sermão... Será que achariam tão lindo se estivessem no meu lugar nas historinhas anteriores...? HEIN? HEIN? HEIN?

Se toco ou não músicas não cristãs no meu instrumento, isso é outra história... E nem vale à pena discuti-lo agora... O fato é, que coisas estão rolando o tempo todo... Mas parece que certas pessoas nunca são questionadas... A sensação que dá é que os mais velhinhos estão sempre direcionadamente indignados contra aqueles que muitas vezes não têm nem como se defender... Aí acontece o fuzuê, a luta livre, a pancadaria verbal ou não verbal, e quem é que vai prá comissão???!! ME DIGAM QUEM É QUE VAI PRÁ COMISSÃO???!!!! ME DIGAM???!!! ME DIGAM QUEM É DISCIPLINADO??!!! QUEM SÃO AS PESSOAS QUE PAGAM O PATO SÓ PORQUE ESSES SAFADOS (SAFADOS MESMO!!! ME DIGA UM OUTRO NOME QUE MELHOR COMBINA COM ESSA CORJA???!!!)... QUEM SÃO AS PESSOAS QUE PAGAM O PATO PORQUE OS ANCIÃOS, OS LÍDERES MINISTERIAIS, A ELITE ECLESIÁSTICA E O PASTOR SÃO INCOMPETENTES INTELECTUAL, CULTURAL E EXPERIMENTALMENTE (E ÀS VEZES ATÉ ESPIRITUALMENTE...) E NÃO TEM CAPACIDADE PRA LIDAR COM CERTOS MEMBROS QUE VÊM DE UMA HISTÓRIA DIFÍCIL, PORÉM ÀS VEZES, TÊM MAIS EXPERIÊNCIA QUE ESSES PAPAIS, TITIOS E VOVÔS...?

Lembram da história...? Vou repetí-la:

“Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos.” João 8:8,9

Por que será que foram os mais velhos que saíram primeiro...? Alguém chuta??!!! Será que seus pecados escritos na areia eram proporcionais ao “tempo de serviço”...?

Tomem cuidado com a manipulação, o abuso, os comportamentos dominadores e controladores dentro da igreja... Porque a igreja inteira pode ser cega... Mas o Deus da igreja não é!!!


PS.: E o anciãozinho da história vive repetindo que levou um monte de foras de namoradas... E no final das contas não adiantou nada, porque continua do mesmo jeito!! TRISTE!!



Rosely Tavares Sales

domingo, 14 de junho de 2015

Os monstros que carregamos: Reflexões acerca da depressão

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“Um, dois, três... vá, você consegue. Você não apenas consegue, você também precisa. Um, dois, três... por favor, vamos, você não tem o dia inteiro.”
A frase acima assemelha-se ao discurso de alguém que tenta escalar uma montanha ou atingir alguma meta que requere esforço anormal, mas é só o tipo de coisa que um indivíduo deprimido fala para si mesmo ao tentar levantar da cama num dia comum. A depressão não é algo poético, ao contrário do que muitos pensam, e não é assunto para ser romantizado. Há um mito que cerca a condição, e ele precisa ser extinto. A depressão não ajuda pessoas criativas. O sofrimento pode inspirar, mas a depressão paralisa. É uma doença cruel, dolorosa e insidiosa, que leva o hospedeiro a ter vontade de pedir ajuda para tomar banho, pentear cabelos e escovar os dentes: ela leva embora a energia vital presente em cada um de nós, transformando tarefas simples como se alimentar em tarefas complicadas como erguer um monumento. É uma máxima: não há beleza na depressão.
Muitas vezes os incentivos não geram resultados, todo e qualquer esforço falha ou parece falhar, e a desistência se apresenta como a única saída viável. Após a ideia da desistência criar raízes firmes, a idealização do grand finale, o suicídio, parece se formar na mente do doente, límpida e nítida como uma pintura ou até mesmo como um filme.
Os mais diversos cenários são imaginados: do envenenamento (costuma ser descartado, pode ser extremamente doloroso e falho) até o tiro fatal da misericórdia, da auto-defenestração até a overdose, tudo é levado em consideração. Os prós e contras são ponderados. É possível que o deprimido considere que é melhor deixar o tiro pra lá, afinal, ninguém gosta de limpar sujeira, e morrer de forma serena não parece uma má ideia. Para completar, conseguir uma arma não é muito fácil em grande parte dos casos. Infelizmente, muitos doentes abraçam algum dos métodos, o método escolhido decide abraçar de volta, e é assim que o monstro consegue mais um soldado para seu exército em constante expansão.

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Mas é difícil que pessoas vivas cometam suicídio: a maior parcela dos suicidas é constituída de mortos que caminham entre os vivos, até que se cansam do ciclo vicioso e estabelecem o que acreditam ser um fim definitivo para a dor.
Ainda bastante incompreendida, a condição leva os portadores a serem vítimas de preconceitos e julgamentos, estes que são alguns dos principais aspectos sociais da doença. Além de suportarem diversos martírios dentro de si mesmos, depressivos são julgados “preguiçosos”, “inúteis”, muitas vezes escutam insultos de pessoas próximas, aquelas que deveriam ajudar e cuidar: “Levante daí, você não cansa de ficar nessa cama o dia inteiro?”, “E então, quando você vai decidir fazer algo da sua vida?”, “Você parece bem, não parece doente, está rindo, será que não poderia fazer algo que preste?”, “Me poupe, isso não passa de frescura”.
Além disso, é comum que pessoas deprimidas não suportem ouvir o termo “reagir”. “Reaja!”, o mundo parece gritar em uníssono. Por favor, parem. É uma situação extremamente delicada. Não é assim que funciona, não foi e nunca será. Depressão não é tristeza. Estamos reagindo, mas estamos acorrentados, e do que adianta tentar fugir quando seu carcereiro decidiu te acorrentar? O único resultado que será possível obter é o cansaço, e nossos corpos já não comportam mais qualquer adição de cansaço. Estamos fazendo o possível.

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Não há depressão que seja igual. Diferentemente da gripe ou de qualquer outro vírus terrível que possa torturar nossos corpos, a depressão é única para cada portador, o que faz dela um martírio solitário. É a doença da solidão, do isolamento, e, por fim, da ausência de amparo. Muitas pessoas deprimidas são abandonadas ou ignoradas por seus familiares, cônjuges e amigos quando mais precisam de conforto e ajuda. As pessoas cansam e vão embora. Não queremos dar trabalho, não queremos causar desconforto, mas precisamos de amor. Não pedimos para ter uma doença. Da mesma forma que alguém não escolhe um câncer, não escolhemos desenvolver a depressão.
O amor é um aliado porque nos fortalece, e nos torna mais esperançosos no que tange a luta diária por coisas que não deveriam envolver lutas: é como se, ao sentirmos que somos amados, estivéssemos lutando com um propósito que não é apenas o de permanecermos vivos. Se você conhece alguém que sofre de depressão, demonstre compaixão. Desenvolva sua empatia, ela pode salvar uma vida. Se você sofre de depressão, tente buscar o amor. Se não o encontrar no outro, busque-o dentro de si.
Como se não fosse doloroso o suficiente o fato de estarmos sendo julgados com frequência, também ocorre de sermos interpretados das piores formas possíveis. O inferno parece não ter fim: se elaboramos alguma desculpa para não sairmos de casa em determinado dia, somos péssimos amigos. Mas não somos, na verdade. Acreditem que zelamos por nossas amizades, acontece que não queremos preocupar ninguém ao sermos obrigados a dizer coisas como “desculpe, hoje não, talvez na semana que vem, sabe, faz três dias que tento sair da cama e não consigo, mas hoje consegui ir até a cozinha e fazer um lanche, de tanta felicidade por ter feito isso eu poderia dançar frevo se tivesse alguma energia restante”. Ou então: “não acho que é uma boa ideia ir naquele encontro de hoje, eu acabo de ter uma crise de choro no chão do meu quarto e agora estou deitada em posição fetal”. A maioria das vítimas da depressão crê que é bom evitar contribuir para que sejam vistas como “loucas”, e omitem detalhes de suas lutas diárias contra a doença na tentativa de sentirem-se mais “normais”.

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Mas, afinal, o que é a normalidade? O que é normal para um peixe é completamente insano para uma zebra. Os conceitos de “loucura” e “normalidade” foram bastante distorcidos ao longo da história da humanidade, e, em todo caso, são tão relativos e complexos quanto o conceito de “perfeição”: se o que é perfeito para um não é perfeito para outro, a perfeição absoluta não existe. E a tentativa de se enquadrar no padrão do supostamente “perfeito” ou até mesmo da “normalidade” é uma grande armadilha. Não é possível se enquadrar no que não existe. De perto, somos todos uns loucos, e nem toda loucura é algo negativo.
A depressão é traiçoeira, e costumo compará-la com uma árvore repleta de galhos. Dificilmente um deprimido será apenas um deprimido. Muitas vezes ele também é ansioso, é bipolar, é borderline, é obsessivo-compulsivo, é anoréxico, é bulímico, é vítima de transtorno do estresse pós-traumático, é esquizofrênico. Há uma miríade de condições que podem acompanhar a depressão, e elas caminham lado a lado, em algo que pode ser visto como uma espécie de complô para drenar a vida da vítima.
Muitas vítimas da depressão insistem no fato de que, na verdade, não estão doentes, não estão deprimidas, não precisam de ajuda, mas estas pessoas não apenas estão deprimidas como também possuem outras condições eclodindo no fundo de suas mentes: condições tão complicadas e dolorosas quanto a depressão em si.

... 
É possível decorar o abismo de forma a torná-lo habitável, e o resgate não é imediato, mas ele acontece. E, quando você menos espera, pode se ver fora do abismo pela primeira vez em muito tempo. É uma sensação única, talvez inigualável, e pode ser comparada com o ato de receber um novo par de olhos: é como enxergar o mundo pela primeira vez novamente.
Talvez um dia os grandes cientistas desenvolvam a arma definitiva para aniquilar o monstro para sempre.
Até lá, resta a luta.

Raquel Avolio
© Obvious

sábado, 30 de maio de 2015

Mimimis farisaicos




Ceder aos mimimis farisaicos é uma burrice extrema. Deixar esses trastes mandarem na igreja é o fim da picada.
Não é esse escândalo que a Bíblia pede que evitemos.
Não dou a mínima quando um fariseu fica "escandalizadinho" e dando piti. Não dou mesmo. Até porque esses caras não estão nem aí pra minha vida espiritual ou a de quem quer que seja.

Não estão nem aí pra ninguém. Só querem impor suas vontades e gostos pessoais (coisas que Deus não impõe), aos demais. Palhaçada. Fala sério.

Nivelar o cristianismo por baixo assim é um tiro no pé. Muita gente se cansou, caiu, está caindo e ainda vai cair fora da igreja por causa desse absurdo.

Não poucos já se perderam e ainda se perderão para sempre por causa disso.

O escândalo que a Bíblia nos adverte é justamente o que esses safados causam a muitos que se sentem ultrajados por suas imposições tolas e inúteis.

O sangue das almas perdidas por causa desse acinte será sem dúvida alguma requerido com o máximo rigor das mãos desses atrevidos.

Larissa Jansson


#perseguiçãocamuflada